

Repórter Jota Anderson
Com mais de 150 milhões de brasileiros aptos a votar nas eleições de outubro, cresce também a atenção das autoridades para garantir a liberdade de escolha dos eleitores. Diante desse cenário, o Ministério Público do Trabalho prepara uma nova campanha nacional voltada ao combate do assédio eleitoral dentro das empresas.
A prática ocorre quando empregadores ou superiores tentam influenciar, pressionar ou constranger funcionários em relação ao voto. Além de ilegal, esse tipo de atitude viola direitos fundamentais e compromete o processo democrático.
De acordo com o MPT, qualquer tentativa de impor posicionamentos políticos ou restringir a liberdade de expressão do trabalhador pode ser caracterizada como assédio eleitoral. A legislação proíbe esse tipo de conduta tanto no setor público quanto no privado, conforme normas do Tribunal Superior Eleitoral.
Funcionários que se sentirem coagidos podem denunciar o caso diretamente nos canais oficiais do MPT. A orientação é reunir o máximo de provas possíveis, como mensagens, áudios ou relatos de testemunhas, para contribuir com as investigações.
Nas eleições de 2022, foram registradas cerca de 3.500 denúncias em todo o país, com destaque para os estados de Minas Gerais e São Paulo, que lideraram o número de ocorrências.